quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ARNALDO RAMOS

ARNALDO MOROUÇO RAMOS


1º. Cabo MAEQ 70/72





-Especialidade em MAEQ e conhecido na vida militar por RAMOS
-Incorporado na Ota na 1ª incorporação de 1969
-Após a especialidade fui colocado na B.A.5, Monte Real, em 1970
-Mobilizado para Angola ainda em 1970, com chegada a Luanda a 3/10 e, a H. de Carvalho a 5 de Outubro.
-Passei grande parte da comissão em Gago Coutinho.
-Desmobilizado de Angola em Novembro de 1972 e recolocado na B.A. 5, Base situada nas proximidades da minha cidade, Mª. Grande.
-Passei à disponibilidade em Fevereiro de 1973, após quatro anos de serviço militar.
-Na vida civil, trabalhei nos ramos de plásticos e moldes, ramo no qual estive estabelecido na parte da comercialização.
-Actualmente, cessei a minha actividade por falta de trabalho e encontro-me na situação de reformado.
-Casado. Tenho uma filha e, dois netos .
-É com muito gosto que me revejo neste grupo do AB4 e, arredores ... , 
... as minhas saudações!...

Arnaldo Morouço Ramos

CARLOS CIBRÃO

CARLOS MANUEL R.N. CIBRÃO

Furriel OPCART 71-73



Depois da Ota, fui colocado nas Lajes, (BA-4), Açores (1970-1971). 
Mobilizado para H. Carvalho, (AB-4), como voluntário (1971 – 1973 e ½).
De Henrique Carvalho voltei ás Lajes em fins 1973, onde cheguei a ser Primeiro Sargento Miliciano e onde entrei para o Quadro Permanente. 
Durante os cerca de 18 anos lá colocado, tirei o curso de Sargento-Ajudante na Ota e mais tarde fui promovido. Em 1991 voltei á Ota para tirar o curso de promoção a Sargento-Chefe. Após a conclusão do mesmo (1992) fui colocado em Monte Real (BA5) onde fui promovido e aí me mantive até 1997, altura que fui convidado para uma missão de 3 anos no Quartel-General da OTAN (SHAPE) em Mons, Bélgica. 
Em 2000 regressei a Portugal e fui colocado em Beja (BA11), fui promovido a Sargento-Mor, e ao fim de cerca de um ano e meio regressei a Monte Real.
Mantive-me em Monte Real até que passado algum tempo, quando perfiz dois anos de posto de Mor, pedi a passagem á Reserva, o que me foi concedido.
Agora estou na Reforma fazendo “nada”, ou melhor entretendo-me com modelos em 3D e programação de (aprendendo) jogos aventuras interactivas de texto, em 2D, 2.5 e 3D.
Nasci em Barcelos em 1948.
Estou a morar na Marinha Grande.
Sou casado, tenho dois filhos, um rapaz licenciado que trabalha aqui na Marinha e uma filha que é Primeiro-Sargento OPCART.
Um abraço a todos meus amigos, conhecidos e porque não aos “não-amigos”.
Carlos CIbrão

SILVÉRIO PINHO

SILVÉRIO FERNANDES PINHO


Soldado PA 67-69




NATURALIDADE: FROSSOS
CONCELHO: ALBERGARIA-A-VELHA
DATA NASCIMENTO: 14-11-1946
IDENTIFICAÇÃO MILITAR: 005414/67
ARMA INFANTARIA - FORÇA AÉREA
ESPECIALIDADE: ATIRADOR - POLICIA AEREA
POSTO: SOLDADO
UNIDADES: R.I.7 - B.A.3 - A. B. 4 - C.R.M. 1.
ANGOLA
EMBARQUE: 07-08-1967 LISBOA (AVIÃO)
DESEMBARQUE: 08- 08 - 1967 LUANDA
LOCALIDADES: HENRIQUE CARVALHO
REGRESSO: 02-12-1969 (AVIÃO)
RESIDÊNCIA: CACIA

JOSÉ PEREIRA

JOSÉ MANUEL C. PEREIRA

Soldado PA 70-72





NÚMERO 164122/70
ARMA INFANTARIA - FORÇA AÉREA
ESPECIALIDADE: POLICIA MILITAR
POSTO: SOLDADO
UNIDADES: R.I.7 - B.A.3 - B.A.7 - 2ª A B 4 - C.R.M.1
ANGOLA
EMBARQUE: 29 - 10 - 1970 LISBOA (AVIÃO)
DESEMBARQUE: 30 - 10 - 1970 LUANDA
PERTENCEU: 2.ª Rª / A.B. Nº 4
LOCALIDADES: LUANDA - HENRIQUE CARVALHO - CAZOMBO - CAMAXILO
REGRESSO: 28 - 11 - 1972 (AVIÃO)

RUI BETTENCOURT

RUI BETTENCOURT


1º. Cabo OPC 73-74




Caro amigo
Bem , a minha especialidade era OPC e estive no AB4 entre meados de 73 a finais de 74 . Lembro-me tão pouco do pessoal por lá , talvez também porque me isolava um pouco porque na altura estudava já bastante e queria aproveitar bem aquele interregno.
Nunca fiz qualquer destacamento apesar de a uma dada altura ter me voluntariado para tal.
Lembro-me de um amigo que enrolava os paraquedas na torre junto à enfermaria, cujo nome não me lembro. Também me recordo do Oliveira enfermeiro . Do Prates, do Sanona de MMT salvo erro. E por ai uma dúzia de amigos que recordo muito vagamente. Ah e do Pestana e a sua moto. Hoje é o "dono" do Império Pestana Hotéis .
Fui incorporado em 1971 e passei à disponibilidade em 1975.
Mas, brevemente e logo que oportuno, prometo enviar então um texto para a coluna do Companheiro da Quizena .
Junto envio uma foto dos momentos actuais embora sobre o AB4 não possuir nada ,com muita pena minha. 
Aquele abraço
Rui Bettencourt


FERNANDO GRAMA

FERNANDO HENRIQUE GRAMA


1º. Cabo PA 70-72



Tendo sido incorporado em Beja, depois da recruta e especialidade, fui colocado em Tancos e S. Jacinto, Aveiro.
Nos anos de 70 a 72 convivi muito com os cabos Especialistas pois fazia parte da selecção de Andebol, de futebol de 11 e futebol de salão, íamos muitas vezes para Luanda para disputar os campeonatos.
Sou casado, fui caixeiro de mar da marinha mercante 35 anos, e dois de funcionário das finanças, tenho dois filhos, o rapaz tem 33 anos e é jornalista a rapariga tem 26 anos e é formada em educadora de infância.
Nunca estive em destacamentos, apesar de conhecer o Camaxilo e o Cazombo, ia lá varias vezes com o Cap. Neto de Portugal.
Como digo em cima, estou reformado, bem reformado, para ocupar o tempo, sou administrador de condomínios, é um serviço chato mas não se tem horário a cumprir e os condóminos aturam-se bem.
Foi com muito prazer que contigo almocei e te conheci, e sempre bom recordar-mos tempos longínquos, como e bom o passado, nunca te esqueças de mim, quero encontrar esses Amigos de outrora, esses Amigos de há quarenta anos que não vejo, velhos e bons tempos, já não voltam, Angola, mais precisamente Henrique de Carvalho esta gravado para sempre no meu coração. 
Um grande abraço do sempre Amigo
Grama

Editado em 10/07/2009

MANUEL LOURENÇO

MANUEL PEREIRA LOURENÇO

1º. Cabo OPC 73-75




Olá companheiros.
Sou/fui especialista OPC da rec.3/71. 
Só há pouco tempo soube da vossa existência, por isso peço desculpa, ainda não estou dentro das vossas salutares convivências. Como tal agradeço desde já qualquer contacto e gostaria de estar presente no encontro. Como ainda faltam uns meses e esta vida é uma ocupação constante, agradeço pormenores (local, hora, etc,).
Aqui vão alguns dados meus:
Recruta 3/71 – Ota;
Curso OPCOM 1972/73
Passagem pelo R.C.P., B.A.9, A.B.4, GDACI, BA7, DSM, CLAFA, COMRA1, BA1, BOTP2, BA3, etc.
Encontramo-nos com certeza nos anos 1973/75, no saudoso clube do AB4, onde fui radiotelegrafista de bordo do PV2 e Dakota.
Neste momento encontro-me na situação de reforma, no posto de Sajudante e a desempenhar funções como Técnico Fiscal de Obras Públicas.
Por agora é tudo, estou a tentar preparar umas fotos da época para vos enviar.

Um grande abraço.
M.Lourenco

JOÃO NOVO

JOÃO JOSÉ MIRANDA NOVO

1º. Cabo MELEC 73-75




Fui incorporado a 13 de Janeiro de 1971.
Ota: Fiz a recruta sem história.
Paço d’Arcos : Especialidade (Melec), sem história.
Ota (de novo) : Sub-especialidade (Melec-Av) percurso normal, igualmente sem história. 
Colocação pós especialidade: BA3-Tancos, onde estive nos “Hélis”.
Quando já não esperava, pois já tinha quase 2 anos e meio de serviço, eis que sou mobilizado. Paciência, vamos lá para Angola…
É assim que em 29 de Maio de 1973, no aeroporto militar de Figo Maduro, embarco num dos 707 da FAP rumo a Luanda e aqui desembarquei pelas 8 da manhã do dia 30.
Em Luanda esperei 2 longas semanas para ser colocado. Quando finalmente veio a colocação em Henrique de Carvalho fiquei sem qualquer reacção, limitei-me a ouvir os piores comentários de alguns companheiros/amigos, pois, eu, nem sequer sabia indicar o local no mapa de Angola.
Chegado ao AB4 fui recebido pelo “Glorinha” a quem fui render. Apresentado no Clube de Especialistas á hora do almoço, fui acariciado por uma enorme chuva de “casqueiros” (bocados de pão), tendo as boas vindas encerrado com o “especialista das Caldas”.
A partir deste dia só tenho boas recordações dos companheiros, da camaradagem e de algumas aventuras que agora me parecem anedotas.
- Recordo a exploração garimpeira, comandada pelo Enf. Oliveira, nas margens do rio ao fundo da pista do Camaxilo, que acabou num convite do Enf. Oliveira ao Soba de uma sanzala próxima para nos oferecer uma cabra e ir cozinhá-la para nós no AM. Que fosse… seria muito bem recebido, insistia o Enf. Oliveira. (pudera! Levava a cabra e tinha que a cozinhar… não havia de ser bem recebido!)
O Soba tinha juízo. Nunca apareceu.
No AB4 trabalhei na central eléctrica e, como não podia deixar de ser, fiz serviço no Rádio Farol e os destacamentos do Camaxilo e do Cazombo.
Em 18 de Fevereiro de 1975 regressei ao “Puto” (Portugal), tendo sido colocado na BA3-Tancos. 
Aqui, desta vez, só estive dois dias, o dia da apresentação e o dia do desquite.
Em Maio de 1975 passei á “peluda” e voltei á minha terra, Portalegre, onde vivo e ainda trabalho.
Um Abraço a todos
Saudações ESPECIALISTAS !



Editado em 10 Julho 2009

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

JOÃO PARREIRA

JOÃO TOMAZ N. PARREIRA 

1º. Cabo MMA 68-70




Bom, deixo aqui umas palavras sobre o meu percurso até ao AB4. 
Comecei em Setº de 65, curiosamente com o Nogueira. Ota, Outubro. 
Recruta e Curso MMA até Agosto/66. 
Colocação na BA7 até Junho de 1968. 
Mobilização para a 2ª. Região Aérea. Colocado no AB4 em Julho de 68.
No nosso Aeródromo fiz o percurso que quase todos nós fizemos. Trabalho, convívio e camaradagem que nos amenizava a solidão, saudades, a grande tristeza também (a morte do Fialho, em 5/10/69), as constantes e necessárias "viagens" entre as "Nocais" e os Johnny Walkers. 
Também casei em 1968 com a Clotilde até hoje
Em Maio de 1970 tive a peripécia maior: quase mortal acidente de Unimog, às O1:00, com o Rego, que me levou ao Hospital do Luso até ao fim: vim de "muletas".
Um abraço
João Tomaz

MÁRIO SANTOS

JOSÉ MÁRIO R. SANTOS

1º. Cabo MMA 72-74



Fui alistado a 22 de Abril de 1969, tendo sido incorporado a 8 de Outubro de 1970.
Tive uma recruta atribulada, pois sempre que podia "desenfiava-me", tendo que o castigo mais grave que me foi aplicado, por me ter ausentado da base, 3 dias após um Natal, foram também 3 dias de prisão disciplinar. 
Por fim lá concluí a especialidade MMA e sou nomeado para a 2ª Região Aérea, tendo desembarcado no AB4 a 17 de Junho de 1972.
Devido à irreverencia da idade e pela minha "reguilice", apraz-me aqui registar que fui praxado ao longo de 1 mês pelo saudoso Fernando Braga, Pilas, Gil Lemos e outros que não me lembro. A primeira injecção obrigatória foi-me ministrada pelo Oliveira enfermeiro e algumas a seguir.
Fiz algumas deslocações ao Luso e lá tive como companheiro entre outros o Terrinha. 
Passei também algum tempo em Silva Porto com um 2º. Sarg. MMA de que não me recordo o nome.
Fui durante algum tempo baterista do grupo Chikapa Band. Chegámos a fazer algumas digressões pela Lunda, abrilhantando algumas festas dos funcionários da Diamang. Recordam-se das festas de fim de ano do Cine Chicapa ??? Pois é, também por lá andei !!!... E, para não fugir à regra, e porque a irreverência era uma atitude sempre presente, lá apanhei mais um castigo, por ter sido apanhado pelo comandante Sacheti a conduzir o velho tractor amarelo com velocidade no meio da placa. Desta vez não estive preso mas impediram-me de sair da base durante 3 dias. 
Como se dizia na gíria, "lerpei" 2 meses após ter terminado a minha comissão.
Finalmente regresso e sou colocado na BA 3, em Tancos, onde passo à "peluda" no dia 17 de Setembro de 1974.
E cá estou hoje na capital, onde vivo, depois de algumas incursões noutros tempos pelo Sul de França, Holanda, Tailândia e Malásia, na altura em que por lá se podia andar.
Sou responsável por um dos estabelecimentos HAAGEN DAZS em Lisboa ( Colombo ). Por isso, sempre que por aqui passem recebê-los-ei com enorme satisfação.
Já agora deixem-me dizer-vos que no próximo dia 28 de Junho haverá uma sardinhada organizada pela Associação de Especialistas da FAP ( Núcleo de Lisboa ).Se quiserem aparecer com a familia aqui fica o contacto do "especial" que coordena este evento: João Dias Pinheiro - 914989188 ou aefa.lisboa@gmail.com.
Um abraço.
Mário

ANTONINO NEVES

ANTONINO B. NEVES

1º. Cabo EABT 70-72




FAP-Especialistas, porquê? 
Realisticamente, duas boas razões: era "fixe" e fundamentalmente não se ia parar ao mato ! 
Há época para fugir a esta situação, havia duas soluções: optar por uma arma que não pusesse em causa o canastro, ou pura e simplesmente pirar prá estranja. 
Como na minha zona – Leça do Balio – já estavam na FAP como especialistas, o Rogério Seabra, o Quim Gomes/MELEC, o Fernando Coelho/EABT, o António Mota/MELEC, o Ricardo Carneiro/MMA, para além do Seabra e o Germano na pilotagem, cá o rapaz também apresentou a sua candidatura e pronto aí foi ele rumo à Ota – recruta e especialidade.
Fui incorporado em Maio/68. Recordo-me do Alferes Campelo, o comandante da recruta era um tal major (?) McBryde (?) bom sacana e que se constava ter ido gerir aquela recruta por castigo. Outro cromo jeitoso que nos calhou em sorte foi o José Cid e o seu carocha. A coisa até nem correu mal, alguns pequenos incidentes, que culminaram dois ou três dias antes do juramento de bandeira por ir prá casa da rata, acompanhado por mais alguns jeitosos e de onde saímos directamente para ir jurar bandeira e após a respectiva carecada. Valeu-nos não termos perdido a recruta. A especialidade, como tinha formação liceal/administrativa, optei por Abastecimento em detrimento de outras "artes" em que eventualmente poderia falhar. Acho que ganhei e ganhou a FAP... um bom Ramfa!!! Colocação pós especialidade: Desejo normal de qualquer um de nós, ficar o mais próximo da casinha, né? Sendo um gajo do Norte. Hipóteses? São Jacinto e Paços de Ferreira. Na época e nos tempos actuais, o Norte continua a ver passar aviões, navios e daqui a pouco até infantaria e cavalaria. Tudo prá capital do reino e arrabaldes, sim senhor! Bom deixemo-nos de políticas, que não foi pra isso que eu aqui vim. 

Então, sou colocado no GDACI-Monsanto e posteriormente em Montejunto. Apesar de tudo nada mau, boa camaradagem, bons ares, boas instalações, boa alimentação, bom binho da colónia Penal de Alcoentre, que foi muito útil para ganhar preparação para o que se avizinhava e que não foi a ida para Paços de Ferreira, mas sim: 
ANGOLA: Quando já não esperava, pois já tinha praticamente 2 anos e meio de serviço, eis que sou mobilizado. Paciência, não estou engajado (de gaja), não conhecia África, vamos lá para Angola, vamos lá cumprir o nosso dever patriótico de defesa da Pátria. E assim me embarcam, após várias tentativas canceladas, no dia 3 de Outubro de 1970, em Boeing fretado à TAP. Entretanto quando sou mobilizado, procuro informar-me sobre as nossas bases em Angola e as opiniões eram unânimes: BA9, Comando RA, DGMFA , AB3-Negage e por último e sinónimo de desterro/castigo AB4-Henrique de Carvalho. 

Ao chegar a Luanda, apercebo-me que sou dos mais velhos, e penso é canja, vou ficar aqui. Grande erro meu, pois fui comido por todos e nem para o Negage fui. Pois é, as cunhas FAP funcionaram à máxima potência! Também não reclamei e deixei os citadinos em paz.
Mas como se veio a verificar foi porreiro e vi-me livre dos mosquitos de Luanda. 
AB4-Henrique de Carvalho: Quando chego ao AB4 e me deparo com aquele ambiente da chegada do Nor, a imensidão da base, arruamentos de terra (convém salientar que o alcatrão só chegou à base e HC em 1971), capim, o ar desalinhado daquela malta, logo os meus iniciais receios me ocorrem. Não me lembro quem fui substituir se o Fevereiro, o Ramiro? Mas de quem me lembro bem é do Ramalho, de Estremoz. Era do meu curso e já lá estava à perto de um ano e que como tal funcionou como cicerone e instalador. Fui logo nomeado pelo Carlos Agante e Vitor Rego, responsável pelo abastecimento do Bar da Esquadrilha, a Nocal nunca podia estar em falta, atenção! A adaptação foi rápida e eficiente dado o meu tirocínio em Montejunto, fui logo introduzido no esquema vigente, muita cerveja, muito whisky e petiscadas. Havia que combater a roubalheira vigente nas messes, em que o famoso 365 prevalecia, o peixinho idem e onde faltava quase tudo. Esta situação motivou durante o primeiro ano, várias manifestações de desagrado, nomeadamente aquando da visita do Secretário de Estado. 
Na Esquadrilha as coisas funcionavam de acordo com as necessidades, sendo a especialidade mais importante de qualquer guerra, lá íamos cumprindo a nossa obrigação, às vezes a contra gosto. 
Tínhamos um grande comandante, o Capitão Maia, a quem nunca poderíamos deixar ficar mal. Aí vim a reencontrar o chefe Lopes, bom moço mas malandro, com quem já tinha estado em Montejunto. 
No fundamental era uma equipa solidária e impecável, incluindo os civis: Mário, Tito, Jaime, Zé, o "turra" Mateus, o Munhica "meu sogro" e em que apenas um "rato d'agua" de vez em quando atrapalhava. 
A vidinha foi correndo, o clima era bom a amizade melhor, entre a base e a cidade lá fomos criando as nossas amizades. Para fugir à rotina, ofereço-me para fazer umas colunas ao Luso, das quais abdico após um susto na zona do Bussaco. Com o mesmo espírito participo em algumas caçadas, primeiro a pé e de ginga com o cabo SG Bragança e mais tarde de uma forma mais profissional, com o Sarg.Mira e o Pereira de São Manços (Só Manços 4 para aferroar!!!) 
Participo nuns raids a Luanda e Negage para participar nos campeonatos de Andebol. 
Sem grande insistência "mandaram-me" de férias ao Puto, viajando já nos nossos Boeing. 
Resumindo, passei 2 anos e um mês, até 7 de Novembro de 1972, em HC.
Novamente o GDACI: De regresso e para finalizar, que isto já está a ficar longo, de novo Monsanto, passagem para Montejunto e finalmente Paços de Ferreira, onde acabo por participar no 25 de Abril, ficando de prevenção e, inviabilizando uma lampreiada que estava aprazada para Entre-os-Rios, com os meus amigos António Mota, Ricardo Carneiro e Quim Gomes (ex-esp). Logo depois, a disponibilidade. 
Conclusão: A minha passagem pelo AB4-Henrique de Carvalho, um local que à partida se apresentava pelos mais variados factores, como o mais complicado de Angola, com os seus problemas vários, teve a grande virtude que nenhum outro teve, o de constituir grandes sentimentos de amizade entre especialidades, entre sectores e chefias, que prevalecem até hoje. Julgo ser caso único a nível da FAP. Os meios e formas que nos mantêm unidos até hoje, seja pelos encontros anuais - dois -, seja pelos sites e blogues e até aqui pelo "Emplastro dos Mails" , são incomparáveis. Assim nos mantenhamos muitos mais anos...carago!!!! 
Quero salientar, que o tom aligeirado e de alguma forma irónico, com que apresento este texto é uma forma de homenagear, aqueles de todos os ramos, que no terreno enfrentaram dificuldades de toda a ordem e muitos pagaram com a vida. Este assunto, continua sem ser reconhecido pela cambada de oportuno democratas deste país.
A. Neves

EDMUNDO PAULINO

EDMUNDO RODRIGUES PAULINO

1º. Cabo EABT 70-72




Iniciava-se o ano de 1969, dia 03 de Janeiro quando entrei na nossa sempre célebre B.A.2 (Ota). Como todos nós fiz o percurso de recruta na 1ª. Esqª. 1ª. Secção e depois o Juramento de Bandeira. De seguida e até ao final do ano, frequentei o curso de Abastecimento. 
Já 1º. Cabo Esp., fui colocado no Depósito Geral de Material Aeronáutico em Alverca até ao mês de Outubro de 1970, data em que fui “convidado” a ir para Angola. Segui então, no sábado dia 03 de Outubro, rumo a Luanda num Boeing 707 da TAP que disponibilizou o transporte para o pessoal. 
Chegado a Luanda, seguiu-sa a B.A.9 onde fui de novo “convidado” a continuar a viagem para Henrique de Carvalho (A.B.4). Com o bilhete na mão para 2ª. feira dia 05 de Outubro, eis que me encontro dentro de um NORD ATLAS completamente cheio de pessoal e carga para o respectivo destino...o desconhecido! Após cerca de 2,30 horas de voo contemplando uma paisagem nunca vista, eis que o trem de aterragem desce e...a pista do A.B.4.
Mal se abre a porta do NORD, eis um cheiro tipico e uma assistência de pessoal inesquecível dizendo...lá vêm os maçaricos. 
O que se passou a seguir todos nós já sabemos e não esquecemos nunca mais. 
Estive cerca de 1 ano na Esquadrilha de Abastecimento, tendo depois sido colocado por mais um ano no armazém do Aeródromo de Recurso do Luso (Saltimbancos). Regressado ao A.B.4 para aguardar embarque para a Metrópole, estive naquilo a que na altura designávamos por “lerpar” até ao dia 24 de Novembro de 1972. 
Chegado à Metrópole em 25 de Novembro, fui colocado na B.A.6 (Montijo) onde fui Cabo RD até Novembro de 1974, data em que passei à disponibilidade. Entretanto durante aquele periodo ainda fui 45 dias em missão com o avião P2V5 para a Ilha do Sal (A.T.2). 
Finalmente civil, casei e iniciei um novo ciclo começando a trabalhar na Lisnave(Estaleiros Navais de Lisboa) durante 20 anos no Dept. de Compras como Técnico de Compras. No ano de 1994 fui convidado para trabalhar numa empresa de logistica (Pinto Bastos-Transportes) como responsável de armazém. Ao cabo de alguns anos a empresa encerrou, pelo que em 1998 fui trabalhar como Supervisor Geral para a firma Serra Soldura, empresa esta ligada ao ramo automóvel (Auto Europa, Peugeot, Opel, etc). Devido a má gestão, começaram a dispensar pessoal no ano de 2004, tendo posteriormente encerrado. 
Fui então para o desemprego de longa duração, encontrando-me neste momento aposentado. Nesta situação já estive a trabalhar, mas devido â crise estou de novo parado. Entretanto tenho enviado C.V. para diversos locais, até para Angola. Deste longo percurso, sou divorciado, tenho um filho com curso superior que trabalha numa empresa em Lisboa, e também já sou avô de uma encantadora bebé de 6 meses. 
Enfim, é o nosso percurso de vida! 
Neste momento para passar o tempo, descontrair e aprender, tenho no computador um Simulador de Voo (Flight Simulador 2004) com o qual “mato o vicio” dos nossos sempre inesquecíveis aviões. Fiz uma empresa virtual na qual como “piloto” consigo “voar” para toda a parte do Mundo o que dá grande “pica”. Tenho DO-27, Dakota, Cessna etc. Neste momento voo com Airbus A-340, Hercules C-130 e mais alguns. Foi com estes aviões que fazendo o percurso Lisboa-Luanda-A.B.4 que fui “desenterrar” todos estes tesouros que espero façam a delícia de todos os Chamuanzas, pois decerto nem todos terão estas preciosidades. 
Apesar de toda esta demora em escrever, penso que valeu a pena, pois sentindo-me agora mais aliviado pelo feito, decerto contribuo para avivar memórias e unir recordações. Um grande abraço.

Edmundo Paulino
Nota: Se alguém quiser informações sobre o simulador de voo contacta-me, pois é com este simulador que a FAP inicia os pilotos porque é quase real voar com ele.


sábado, 18 de dezembro de 2010

JOSÉ ANDRADE

JOSÉ ANTÓNIO ANDRADE COSTA

1º. Cabo OPC 73-75



Ser companheiro da quinzena e fazer parte dos “escribas” do blogue, parece-me ser um convite que revela alguma importância, não só para o convidado, como para os companheiros que o lêem. Assim, julgo que deverei acrescentar algo mais ao que me pedes na tua mensagem.
Pois aqui vai parte do meu percurso, antes e durante os quase dez anos, que cumpri na Força Aérea, no saudoso e sempre garboso grupo de Especialistas.
Após algumas viagens por Londres e Paris nos igualmente, saudosos e inesquecíveis anos de 70/71, onde muito aprendi sobre emigração, emigrantes e algumas filosofias politicas, e políticos filósofos, regresso a Portugal nos finais de 71, inícios de 72. 
Logo após o regresso, os amigos e ex-colegas de escola, muitos tal como eu, que ingressaram na Mocidade Portuguesa, ainda de calções, no ciclo preparatório ( Escola Preparatória Manuel da Maia, em Campo de Ourique, perto dos Prazeres) e depois na escola secundária ( Escola Comercial Veiga Beirão, no Largo do Carmo), dizia eu, precisava de acalmar os seus ânimos patrióticos, visto que eu não estava, por esta altura, a agir – A Bem da Nação.
Mas muito mais do que isso, para descansar a família que não estava pelos ajustes, de manter em casa um “folgado”, decidi que deveria mudar o rumo de vida, e apresentei a minha candidatura para a F.A., em Fevereiro/Março do auspicioso ano de 1972, na Rua Palmira ali para os lados da Almirante Reis. 
Em Junho desse ano, iniciou-se a incorporação da 2ª recruta de 72, onde me perfilei pronto a cumprir o meu dever. Em meados de Junho, lá estávamos nós em fila para o barbeiro, mesmo ao lado do bar, que vendia umas espectaculares sandes de pão escuro, que me mantiveram nutrido durante toda a recruta. Na 2ª Secção da 2ª Esquadrilha, iniciaram-se as hostilidades, Cmdt. da Secção – Alferes Afonso, coadjuvado pelo Cb/Mil. Franco( também ex-Veiga Beirão), e outro miliciano que esqueci o nome. Crosses até ao Bico do Pardal, marchas nocturnas, e formações na parada aí pelas 3 da manhã, de cuecas, pijamas ou o que se vestisse para a solenidade do momento. E lá foram passando os dias, com cinema ao fim de semana, ou então a verdinha dispensa do toque de ordem, que garantia dois dias sem farda, e alguns momentos inolvidáveis com as namoradas, pois que, havia quem permutasse fins de semana com os amigos de outras localidades, uma vez em casa deles, na próxima em nossa casa, e foi assim que durante algum tempo pequei por adultério, relativamente às namoradas, não aos amigos.
No fim do verão, que foi quente, foram distribuídos os impressos para a escolha da especialidade.
Um grande bem-haja ao companheiro Manuel da Costa, (Ex-aluno da referida Escola Comercial Veiga Beirão, e responsável pela secção de basquetebol da escola), também Opc, e mais tarde jornalista da RTP, que me encaminhou para a sua especialidade. O juramento de bandeira chegou sem grandes incidentes, nem acidentes, no final de Setembro. Nesse dia alguns companheiros, não sei se pela emoção, ou por fadiga, caíram em plena cerimónia que se efectuava na placa mesmo em frente aos hangares do G.I.T.E., é claro que a virilidade ostentada pelos superiores, não permitia o socorro urgente dos caídos, e só algum tempo depois se aproximavam os maqueiros para a evacuação dos mais débeis.
Em Outubro do mesmo ano, o inicio da especialidade, após a semana de campo na serra de Montejunto. 
Foi nesta altura, no inicio da especialidade, que um suspeito VW carocha, começou a aparecer pontualmente às 8h da manhã parado em frente das camaratas. Só mais tarde, quando as porradas começaram a doer, é que ficou gravado o nome do nosso Cmdt. do G.I.T.E – Ten. Cor. Tomaz. (Anda cá aluno, não fujas que eu conheço-te) Aqui, quero recordar alguns instrutores, tais como o famoso BT,(Tele-impressoras) e o Sarg. Silva (Morse). O carácter de ambos, apesar de não ser muito apreciado na altura, hoje em contrição e passados todos estes anos confirmo, o que nos diziam na altura: ou saem daqui uns falhados, ou serão homens de quem nos podemos orgulhar.
Não sei se existirão muitos falhados, mas conheço alguns que, hoje e fazendo justiça às inestimáveis provações porque alguns de nós passamos, são efectivamente homens de sucesso. Durante a especialidade e em especial da turma onde fui colocado, quero recordar o chefe de turma o Nuno Marçal, amigo de Lisboa (minha cidade natal) e das grandes coboiadas nos fins de semana, tanto em Lisboa, como em outras cidades onde existiam amigos, especialmente nas Caldas, no Ferro Velho....em Peniche, na Foz do Arelho....Figueira.......enfim. O sub-chefe Mendes, alentejano e ainda o Santos e Santos, algarvio de sol e mar. 
Assim, se inicia outro capítulo, final da especialidade e diplomas para os bem sucedidos. Alguns anseiam pela colocação longe da Ota, e perto de casa, outros como eu, ficamos como Monitores em salas de aula, por onde passámos os anteriores 11 (Onze) meses da especialidade. Calhou-me uma sala de maçaricada que acabava a recruta, e onde, por 2 meses observei as figurinhas que se faziam, e que por certo nós também as fizemos. 
Pois bem, por fim lá chega a minha colocação no C.C.I.V.M. ( Centro de Controle e Informação de Voo Militar) na Portela, AB1 – Figo Maduro. Pouca história por aqui, a não ser que o pessoal do CCIVM, frequentava o 115, assim chamavam um restaurante que ficava aberto toda a noite, e onde se podia ver hospedeiras e tripulações das companhias que passavam por Lisboa. Quanto a mim um engate esporádico e que demorou apenas um par de horas, porque a rapariga tinha de ir para o hotel onde estava a sua tripulação. 
Um mês e pouco após a chegada ao CCIVM, mobilização para Angola. 
Agora que estava a ter uma vidinha de Zé Especialista e com todos os matadores, é que me estragam os planos, e os engates. Enfim, a noticia chega a casa e aos amigos, muita comoção em casa, mas grande oportunidade para os amigos, recordo a noite anterior ao embarque, a mesa do café onde estivemos após o jantar tinha 4 ou 5 pilhas de copos de brandy / bagaço e a famosa 1920 juntamente com o Constantino. Não foi possível dormir essa noite, às 10h da manhã estava à porta do AB1. O embarque fez-se às 23h desse mesmo dia. Um dia que passou pela minha vida sem dar por ele, digamos que foi um incógnito, ainda hoje por identificar. 23h00 – E a malta em fila indiana, sob uma chuvinha de inverno e temperatura senão negativa estava perto, lá vamos embarcando e mirando o terminal com os familiares e amigos acenando, e lacrimejando, lá vamos entrando no autocarro que nos leva à placa onde o Boieng 001 (zero zero um - também só havia dois) nos espera de portas abertas. A viagem foi boa. Um MMA, de quem não me recordo o nome, e amigo de café ( a Nilo, em Benfica), chega perto e desafia-me para beber umas garrafinhas miniaturas que havia no avião, e lá vou eu para a parte traseira sentamo-nos nos bancos individuais da tripulação, e bota abaixo, não cheguei a ressacar da noite anterior, aliás dizem que a ressaca é o pior da bebedeira, pois confirmo que continuando a beber não se apanha ressaca. 
07h00 da manhã – chegada a Luanda, um calor do caraças, deviam estar a esta hora uns 23 / 24 graus, quem chega de Lisboa com 2 ou 3 graus e apanha esta chapada de ar quente, então é que a ressaca apareceu, e de que maneira... após as formalidades de desembarque o pequeno almoço no espectacular clube de especialistas da B.A. 9, digo espectacular e quem tenha por lá passado deve certamente confirmar. Surpresa para mim, e ainda hoje me questiono porque não fui praxado em Luanda. Bom não fui em Luanda, mas em Henrique Carvalho desforraram-se. 
Aguardando uns dias para obter colocação, e dando umas voltas por Luanda, não podia deixar de ser guiado pela malta a fazer a ronda dos bares americanos. Quem chega da metrópole e só conhece os bares do Cais do Soda, que era o meu caso, fica de boca aberta com tantas e tão boas – louras e morenas, mulatas ou mais escurinhas, enfim um deleite para as vistinhas. Se tinha guardado alguns trocos para as primeiras impressões, evaporaram-se, e tive de ir jogar umas lerpas para poder sustentar-me até vir a colocação. Não fui muito feliz na lerpa, mas safei-me no King e no Poker ainda deu para uma semanita de cerveja e gajas. 
Finalmente lá fui informado que ia para o Leste, assim à primeira vista, não foi muito do agrado cá do rapaz, mas que havia de fazer? Numa manhã de verão abrasador lá me enfiaram no Barriga de Giguba, e digo foi uma viagem que nem turista estrangeiro, primeira escala Lumbala, e depois todas as paragens até ao AB4, parecia o comboio correio, com paragens em todas as estações e apeadeiros. 
Na chegada ao AB4, se tinha antes ficado espantado com o clube de especialista de Luanda, agora é que fiquei mesmo de queixo caído, o nosso clube era de facto uma maravilha, um jantar servido com o maior requinte, os funcionários civis de camisa branca e laço – onde estamos? Num restaurante cá da terra? Nah....Nah era mesmo o nosso clube, aqui quero deixar os maiores e muito sinceros cumprimentos a toda a malta que mantinha aquele clube a funcionar, as recordações desse clube tanto à chegada como no regresso são inesquecíveis, (praxe incluída), e toda a malta era do melhor que a Nação produziu, jovens com todos os defeitos e virtudes da idade – estamos a falar de malta com 19 – 20 – 21 anos, e que lições que alguns me deram de maturidade, responsabilidade e também de como se apanham grandes besanas. Tudo isto me parece característico de uma juventude que iniciou a sua fase adulta combatendo. Em H. Carvalho pelo pouco tempo que lá estive pareceu-me que se exigia responsabilidades, mas também existia liberdade adequada à juventude deste pessoal. Quero referir o meu grande amigo Morais OPC, como eu, e da mesma recruta, que me fez as apresentações tanto no posto de rádio, como pela cidade. 
Inesquecíveis momentos. Aqui fica um abraço de amigo dedicado para o Morais. Após uns dias (talvez uma semana) a partida para o ARLuso. Alguns companheiros não sei se a sério, ou a picar o maçarico diziam-me: eh pá tás lixado – no Luso o cmdt., é f*dido, vais de certeza apanhar umas porradas – referiam-se ao Ten. Cor. Sachetti, com quem nunca tive o menor desentendimento, excepto claro umas quantas chamadas de atenção para o cabelo, dizia ele . - tá na hora de passar pela barbearia. 
Agora uma menção muito especial para todos os que passaram na “República dos Táriráris”. Não posso nomear todos, nem sequer a maior parte, mas vejamos de quem me lembro...Zé Galo (alentejano), Dylan, Neves (a quem fui substituir), Garção (tripulação Dakota - Portalegre), Moutinho, Shorty (tripulação Dakota, Porto), Ribeiro (Guiné), Mango (Guiné), Brazão(Madeirense), Roque ( Voltou ao “puto” para frequentar curso Pil.), Sousa (Maçorra), Zé Almeida (natural do Luso e grande amigo), Soares (Porto), Aguiar (jogador de baskett do FCP, Porto), e naturalmente as chefias 1º. Sarg. Sereno, 1º. Sarg. Martins (cripto) e o grande chefe Ten. Manique, pessoa de grande carácter, e provadas qualidades de comando. 
O primeiro jantar no Luso, foi “à pála” do maçarico, na hora aprazada e depois de terem sido enviadas msgs. para todos os “táriráris”, disseram-me que iam mostrar-me o pitoresco da cidade, ao sair da república nem 50mts andei, e logo me disseram que um dos sítios mais pitorescos era mesmo ali, o restaurante Noite e Dia, pertença dum Famalicense, de quem ainda hoje relembro com nostalgia – o Martins. Pois e lá fomos entrando e o amigo Martins de pronto vai de juntar umas mesas para o pessoal que parecia que não comia desde que embarcou para o ultramar. Bifes de caça (pacaça ou palanca ou javali, ou em alternativa também podiam ser de vaca....), bons e memoráveis momentos. 
Depois vem a verdadeira comissão, destacamentos no Cuito Quanavale, foi o 1º. para não lesionar logo à chegada, depois Gago Coutinho, para me ambientar, e finalmente N´Riquinha. 
Se bem me recordo, dois destacamentos no Cuito, onde tive o prazer de privar com o Cap. Gamboa, excelente piloto, que devido a lesão na coluna não estava apto para voar, e que ao “sobe e desce” me levou mais de 50 paus, não tem mal, porque talvez por sentimento de culpa me emprestava o jipe, para irmos á vila, fazer as nossas jantaradas de caça. Recordo igualmente as viagens ao Runtu, base dos primos, de onde vinham os operacionais para destacamento. Dois em Gago Coutinho, onde encontrei a figura mais castiça que conheço o Sr. Pitagrós, responsável pelas infraestruturas da FAP. Prato especial confeccionado por ele – mioleira de cão. Sorte a minha não gostar de mioleira senão tinha marchado, tal como aconteceu com outros. Saudações ao cúmplice Luciano, do exército que nos apresentava após o jantar uma dádiva caída dos céus, o Néscafé. Cafézinho em destacamente era luxo. Três em N´Riquinha. Saudações ao Fur. Cunha da “pacaça”, exímio fotografo com sala de revelação e muito talento. As operações com os primos (sul-africanos), eram sempre de caixão à cova, whisky, aguardente de cana, bagaço de batata ou arroz, de tudo um pouco, no final o Norte era Sul e o Oeste passava para Este. Eles tinham uns comprimiditos que eram miraculosos, ao deitar tomar um, segundo a prescrição, e de manhã nada se tinha passado. Aqui deixo também a meu respeito e apreço ao Alferes Cavaleiro, oficial da Academia julgo eu, a sua postura e liderança, eram a de um verdadeiro militar de carreira. 
E assim, nesta cadência chega o 25 de Abril. Noite de 26 para 27 eu e o amigo Lourenço (da Arábia), meu vizinho em Benfica, estamos sentados no posto de rádio aí pelas 2/3 da manhã, com o nosso Cmdt. Ten Cor. Sachetti sentado na secretária da recepção, recebendo os comunicados do MFA. Ambos mirando as suas reacções. O Homem estava calmissimo, apenas ordenava que não se distribuísse, nem se falasse, nestes comunicados sem autorização superior, que isto seria como o avanço das Caldas, não ia dar nada. Aí pelas 06h30 da matina já toda a malta andava a perguntar o que se passava, pouco depois aí pelas 7h30 durante o pequeno almoço, já se discutia a democracia, a liberdade, as benesses do socialismo e os malefícios do capitalismo...sem saber, nem sonhar no que viria a dar... 
Em Fevereiro ou Março de 75 o acontecimento mais marcante da minha estada, a batalha do Luso. Mortos devem ter sido qualquer coisa a rondar os 200,(milicias dos partidos, de brancos não tenho conhecimento, mas talvez tivesse havido algumas baixas) comentou-se que seriam para cima de 400, mas pelo que vi ao serem baixados à terra numa vala comum perto de Sacassange, por uma maquina de terraplanagem, o meu numero não deve estar muito longe da verdade, safou-nos um B26 enviado de Luanda, que amedrontou, ao que parece, os combatentes dos partidos, durou este combate umas boas 16 / 18 horas. 
E assim chegámos a 75 ano da minha retirada do Leste, regresso ao AB4, onde durante a comissão fui por duas ou três vezes sempre recebido de forma muito cordial e com grande amizade pelo velho e sempre amigo Morais, visitei a sua casa na cidade, que julgo compartilhava com outros companheiros. 
Toda a gente estava a preparar-se para a partida, muita actividade para desactivar a nossa base, muita ansiedade para o regresso a casa. 
Luanda de novo, onde fui uma única vez durante toda a comissão, é claro de boleia do Dakota. A imponente BA9 com toda a azafama duma grande base. Muito diferente do Luso, onde as coisas caminhavam ao seu próprio ritmo, sem stress...e umas cervejitas ao fim da tarde, para aperitivo. 
Por fim e depois de uns dias em Luanda, com os amigos Brazão e Freitas ambos madeirenses, fizemos as nossas despedidas aos conhecidos bares americanos. Nesses dias pouco dormimos, eram tempos de comemoração. Finalmente a partida, 03h00 da manhã do último dia em Angola, chegada a Lisboa para almoçar. 
O resto é história, colocação no EMFA, por pouco tempo, onde estava aquando do 25 de Novembro, e a tentativa de ocupação do edificio pelas “Páras”, saudações ao Abilio companheiro com quem contactei recentemente, e finalmente o Iberlant. 
A peluda chegou no AB1. Recordação do Sarg. Aj. Bicudo, açoreano e militar de outros tempos, proveniente da marinha, o 1º. Sarg. Mesquita que dormia de vez em quando na relva de regresso dos Bombeiros, e por fim as memoráveis “lerpas”, no canil dos Páras (cinotecnia como agora se chama), e o cão que de vez em quando ficava sem pequeno almoço, porque durante a noite a jogar “lerpa” a fomeca apertava e não havia nada, a não ser os cinotecnicos bifes. Um óptimo final, quase como no inicio, passeios pelo aeroporto, “galanços” nas hospedeiras, mas tudo muito diferente, o edifício, as estruturas, já não existia o 115, a modernidade instalou-se, tal como as amplas liberdades. 
Em rodapé deixo o muito respeito que mantenho por todos os especialistas, que como eu, serviram a Nação, e que nunca por vencidos se conheceram. 
Igualmente as mais sinceras desculpas, a todos que não mencionei, não por falta de consideração nem por detrimento, mas apenas por falhas de memória, em que a idade e a própria vida são contribuintes. 
Foi com muito orgulho que servi na Força Aérea, e com mais orgulho ainda ter tido companheiros, que sempre se mostraram amigos ao mais alto nível, em várias e não muito fáceis situações durante todo o meu percurso militar. 
Resumo: 1972 – Ota - Recruta e especialidade - Instrução 1973 – CCIVM ( Portela – AB1) 
1973 / 1975 – Angola ( AB4 – ARLuso) 
1975 / 1975 – EMFA 1975 / 1979 – Iberlant 1979 / 1980 – AB1 e PELUDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 
Saudações cordiais ao companheiro Rui Neves que me incentivou a escrever o meu curriculum militar, para o companheiro da quinzena ------

Grande Abraço
Andrade Costa – OPC – 2ª de 72

MANUEL FIGUEIREDO

MANUEL FIGUEIREDO

1º. Cabo OPC 72-74




Companheiro Rui,

As minhas desculpas por não ter respondido antes. 
É com muito prazer que contribuo para o desenvolvimento do Blog. Demorou um pouco mas aqui vai: 
Nasci em 25 de Abril de 1953 e entrei para a Força Aérea no verão de 1971, sou portanto da segunda de 71 e tenho hoje 55 anos, quase 56. 
Apesar de os meus planos serem tirar um curso de Técnico de Rádio acabei por ser "desviado" para Operador de Comunicações (OPC). 
Depois de 14 meses de curso e estágio fui colocado na BA6 no Montijo, cidade nas proximidades da qual então morava. 
Embarquei para Angola a 19 de Dezembro de 1972 com destino a Henrique de Carvalho onde permaneci até Abril de 1974. Durante o período em que pertenci ao AB4 fiz um destacamento no Camaxilo e se bem me lembro três no Cazombo. Em Abril de 1974 voltei para Portugal para fazer o curso de sargentos. 
Tinha chegado a Portugal havia cerca de duas semanas quando se deu o 25 de Abril. 
Depois do completar o curso de sargentos voltei para a BA6 e por lá fiquei até 1979 ano em que emigrei para a Suécia. 
Era segundo sargento Opc quando sai. 
Hoje sou técnico gestor de redes de informática numa das maiores firmas de advogados de negócios dos países nórdicos, com escritórios em quatro cidades da Suécia e ainda em Bruxelas, Londres, Shanghai e Hong Kong. http://www.vinge.se Somos ao todo 450 pessoas, das quais 350 são advogados e os restantes são pessoal de apoio como eu. No grupo de informática somos ao todo 14 pessoas entre gestores de redes e suporte aos utilizadores. Eu moro e trabalho em Malmö e junto com mais dois colegas temos a responsabilidade directa dos escritórios de Malmö e Helsingborg. Além disso tenho ainda o escritório de Bruxelas à minha responsabilidade. E é tudo por hoje. Lamento que as fotografias de Angola não sejam as "melhores do mundo" mas foram scanadas (diz-se assim ?) de pequenas fotos com bastante má qualidade.
Um abraço
Manuel Figueiredo

MANUEL PRATES

MANUEL ANTÓNIO G. PRATES

1º. Cabo MRAD 71-73



Companheiro Rui Neves

Votos de boa saúde. Aqui vai: 
Manuel António Gordicho Prates. Alcunha não tinha. 
Sou da 1.ª incorporação de 1969 (n.º 508/69). Especialidade: Mecânico de Rádio.
Depois da recruta na Ota, especialidade em Paço de Arcos, voltei colocado na Ota de onde fui mobilizado para a B.A. 9, de onde fui para o A.B. 4, com os aviões PV-2C, em 11 de Fevereiro de 1971, vindo embora no dia 01 de Maio de 1973. 
Destacamentos não fiz, pois estive sempre de serviço na linha da frente do A.B. 4. 
Quando vim do Ultramar, apresentei-me na Ota, onde passei à disponibilidade em 10 de Agosto de 1973. Profissionalmente trabalhei numa fábrica de circuitos integrados em Setúbal, depois numa cental de incubação (aviário) nas Taipadas, depois estive na montagem da fábrica da Ucal em Àguas de Moura (hoje Parmalat), onde era o electricista principal, até ao falecimento do meu pai em 1982, onde fiquei a trabalhar com o táxi dele e com uma agência de seguros, até hoje. 
Sou casado, tenho uma filha e um filho, e um neto e uma neta. 
Tenho as fotos para te mandar, mas estão em Word, que é o que eu tenho, mas ainda cá tenho mais. 
Por hoje é tudo, um abraço Manuel Prates

ANTÓNIO FERREIRA "Toni"

ANTÓNIO JOSÉ A. SANTOS FERREIRA
" Toni "

1º. Cabo MMA 72-74


Amigo Rui Neves
Eu era conhecido por Tòni. 
Cheguei ao AB4 em Outubro 1972 com o Chambel e o João Rosa. 
Fui MMA e depois da Ota, 1ª. 1971, fui para Tancos e AB4 de 72 a 74, seguindo-se Monte Real aonde passei à peluda. 
Envio algumas fotos minhas e de outros companheiros.


JORGE MONTEIRO

JORGE ALBERTO C.P. MONTEIRO

1º. Cabo MMA 69-71




Incorporação na FAP em Luanda (onde residia com os meus Pais) em Maio/ 1968,  portanto 2a. de 68, na Ota até Maio de 69 – (MMA).
S. Jacinto Maio/69 até Novembro/69 (B.A.7) 
H. Carvalho de Nov./69 até Junho/71 (A.B.4) 
Luanda Jun./71 até Março/74 (B.A.9) 
Monte Real passagem à disponibilidade até Junho/1974 (B.A.5) 
Regresso a Luanda (meu domicilio oficial) até Agosto / 1975, fuga para o Brasil (S. Paulo) até 1977. 
Regresso a Portugal (Lisboa) até 1978 
Vinda para a Suiça Agosto/1978 – Regresso a Portugal...?????? Percebes-te? 
Um grande Abraço para ti meu grande amigo E Parabéns pela tua dedicação ao Blog!! Mil vezes Bravo!!!

Meu Caro Amigo Rui Neves: Imagina que só hoje pude responder ao teu desafio de figurar no " Companheiro da Quinzena ", convite que muito me honra, embora eu pense que a minha aventura no AB4 não tenha sido assim tão fulgurante como a de alguns companheiros nossos. Tirando umas motas queimadas (situação perfeitamente alheia à minha vontade...) uns malabarismos por cima das árvores com a mesma mota??? 
Uma passagem como locutor na abertura do emissor Regional de Saurimo, na companhia do meu grande amigo de sempre Rui Dinis; uma bola no estômago, quando um dia fomos forçados a aceitar um convite do Movimento Nacional Feminino, para tocar-mos num Baile de Beneficência, no terraço do Hotel Pereira & Rodrigues (eu o Abrantes o David Marques e o Dulcidio Ribeiro, escusado será dizer, que tirando eu que era baterista amador, e o Abrantes que dava uns toques na viola baixo, digo bem uns toqqqqes...os outros nunca tinham tocado em nenhum grupo em toda a sua vida!!! 
E assim com a tal bola no estômago, conseguimos inventar uma avaria geral em toda a aparelhagem de som!!! E corajosamente in-extremis!!! Escapar-mos à morte certa!!!!!!!!!(por isso é que ainda estou vivo hoje...) mais uma quedazita de DO27 salvo erro com o Fur. Pil. Simões (perdeu-se quando evacuava-mos um ferido para o Hospital do Luso, e tivemos que aterrar, digo bem Aterrrraaarrrr, numa pista de cabras, sem gasolina nos depósitos, a mais ou menos 15 km, dum destacamento militar, perto do Cacolo. Escusado será dizer que foi o nosso cabo, que teve que palmilhar esses mesmos 15 km, para pedir socorro, que prontamente foi dado pelo Capitão do destacamento, apenas com um detalhezinho...tivemos que dormir ( entre aspas...) perto do avião, porque o ferido que transportava-mos, sofria de Hepatite, e como é considerada uma doença contagiosa, não pudemos deslocar o doente até que chegasse outro avião para o levar! Nem te conto o que foi divertido, toda a noite na galhofa com os mosquitos!!! Ah! Ah! Ah! 
Enfim meu amigo Rui Neves mais algumas coisitas que me escaparam da memoria, não haverá assim tanta coisa para contar, mas prometo-te que um dia destes farei um apanhado de meia dúzia de aventuras, com algumas fotos à mistura e enviarei tudo isso para o blog Ok? 
Por agora recebe um grande abraço com votos de muita Saúde! Até Breve
Jorge Monteiro


FERNANDO MOUTINHO

FERNANDO GOMES MOUTINHO "Gringo"

1º. Cabo OPC 72-74



Natural de Luanda, Avª. da Boavista, nº.4, Bairro dos Caminhos-de-ferro de Luanda, incorporado em Junho de 1970.
Vim de Luanda para Lisboa num voo DC-6 FAP, que demorou sensivelmente só 24 horas, tenho feito escalas em S. Tomé, Sal e finalmente Lisboa.
Início da recruta em meados de Junho/70 (incorporação de ultramarinos)
1º. Cabo Opc - 935/70 - 2ª/70. Após o curso fui colocado no COMRA1 em Monsanto onde permaneci até princípio de Janeiro, altura em que fui em comissão de serviço para Angola, após troca com o OPC Martins, natural da Beira-Moçambique.
Embarquei rumo a Luanda em 2 de Janeiro/1972 e após breve passagem pelo BCP21, segui para AB4-Henrique de Carvalho.
Por aqui permaneci tendo seguido até Gago Coutinho.
Em finais de 1972 fui em definitivo para ARLuso, onde fiquei instalado na "República dos TARIRÁRIS".
Daqui fiz os destacamentos de N´Riquinha e Cuito Cuanavale, e finalmente de passagem para Luanda, uma breve paragem em Vila Teixeira de Sousa. 
Em Fevereiro de 1974, após pedido de prorrogação de comissão de serviço autorizada pelo Coronel Sachetti, fui para Luanda, tendo sido colocado no COMRA2, onde permaneci até 15 de Fevereiro de 1975, data em que regressei a Portugal e fui colocado no CEMFA e segui para o COMIBERLAN em Oeiras, após o que passei á disponibilidade. 
Na altura da independência de Angola, pois nessa data ainda não tinha adquirido a nacionalidade portuguesa, o que só veio a acontecer em 1976.
Após passar á vida civil, casei em Julho de 1976. Tenho 2 filhas, (1 já casada e outra ainda a estudar na EST de Castelo Branco).
Sou funcionário administrativo na secretaria do Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira, tendo também desempenhado entre Janeiro de 1994 a Outubro de 2005 o cargo de Secretário da Junta de Freguesia de Aguiar da Beira.
Presentemente estou no activo, tendo-me sido atribuídos 11 anos e 1 mês de serviço militar para efeitos de reforma o que adicionado ao temo de descontos efectuados, me faltam aproximadamente 4 anos para a reforma.
Gostaria de encontrar amigos daqueles tempos de AB4 e Luso.
Recorda-me do AB4 o Simão Cabral e o Azuil que na altura eram os responsáveis pelo Clube de Especialistas, mas do ARLuso, (República dos TARIRARIS) gostaria de encontrar o "Shorty" Jonnhy, Garção e outros OPC'S....

AZUIL JACINTO

AZUIL OLIVEIRA NUNES JACINTO 

1º. Cabo MELEC 70-72


Incorporado na Ota (não sendo o rei da batota) na 2ª. de 68, fiquei na 1ª esquadrilha da 2ª secção do tenente Gomes, aí fiz a recruta (aliás como todos os ex-especiais), hoje não sei se a recruta ainda se faz por aquelas bandas.
Como bom Melec fui tirar a especialidade a Paço de Arcos, regressando há B.A.2, tirando aí a subespecialização de avião e instrumentos, e tendo recebido nesta unidade o "brevet" de 1º. cabo esp. (divisas douradas, nunca esqueçamos esta particularidade).
Feito "aviador" fui enviado para a B.A.5, Monte Real, base dos F86 e Fiat G91 onde tirei o curso destes últimos passaritos, que seria para seguir á posteriori para Moçambique mais concretamente para Tete. 
Quis a sorte que quando terminei o curso saiu na ordem de serviço a minha nomeação para Angola. Do que me safei!!!!!!
Desembarcado em Luanda a Maio de 70 fizeram o favor de me enviar para H.C.. Que maravilha! Embora se disse-se cobras e lagartos daquelas paragens, bem como do pessoal cacimbado que por lá existia, mas tudo cinco estrelas conforme tive ocasião de testemunhar. 
E dá-se o regresso ao "PUTO" a Junho de 72, mesmo assim com muito pouco tempo de lerpa, mas com as malas cheias acima de tudo de boas recordações e óptimos amigos que têm perdurado até aos dias de hoje.
E uma vez mais sou enviado para a B.A.5 onde permaneço um ano, para depois pedir a transferência para a Portela (AB1) onde passei á peluda em Maio de 74, seis aninhos de águia ao peito, e não é que sou mesmo lampião!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (coincidência).
Como civil e a nível profissional estive todos estes anos ligado á I.C.C..
Familiarmente ainda permaneço bem casado com dois filhos (fêmea e macho) e duas encantadoras netinhas que são o ai Jesus do avô AzuiR babado.
Para fechar saudações especiais para toda a rapaziada que passou pelo AB4.
Mais uma vez parabéns ao nosso amigo "Películas" por este espaço.
BEM HAJAM!
Azuil Jacinto

JOSÉ TEIXEIRA "Tex"

JOSÉ MARIA TEIXEIRA "Tex" 


Furriel Piloto 72-74




Incorporado na Ota em 1970 onde fez a recruta de Out/Dez. 
Seguiu para S. Jacinto para o curso de piloto onde esteve de Mar/Out 1971. 
Em Tancos, Cadete Mil tirou o tirocinio de T-6 e DO-27; Out/Mar 71-72. Chegou ao Saurimo como Furriel Pil. Av. onde esteve de Abril/72 a Julho/74. Passou pelos destacamentos de Gago Coutinho, Cuito Cuanavale, Cazombo, Silva Porto e Luso em 1972.
Condecorado com a medalha comemorativa das campanhas da F.A. em Angola (O.S.54 de 5 de Maio de 73 do A.B.4)
Louvado em 16 de Julho 74 pelo Comandante do AB4: "Porque durante os 27 meses de permanência no A.B.4, em que realizou 1000 horas de voo operacional, em T-6 e DO-27 se revelou um elemento de valor, consciente dos seus deveres militares e profissionais.
Piloto hábil e interessado, desenvolveu uma actividade notável, mercê do seu brio profissional, esforço pessoal e espírito de sacrifício, demonstrando preparação cuidada e perfeita mentalização face á tarefa imposta.
Envolvido em duas situações de emergência.
- A primeira numa aterragem de emergência, numa área sublevada que implicou uma espera de três horas até á sua recuperação.
-A segunda, quando o seu avião foi chocado por outra aeronave e em que a sua presença de espírito perante a situação evitou um acidente que certamente custaria algumas vidas.
Nem por isso a actividade operacional subsequente do Fur. Teixeira foi afectada, cumprindo até á sua desnomeação, com zelo e muita eficiência, todas as missões que lhe foram atribuidas.
Grande parte da sua comissão passou-a destacado desempenhando funções que excediam as mesmas, o seu grau hierárquico, havendo-se todavia com acerto na sua execução, fazendo juz á cinfiança nele depositada.
Militar muito correcto, educado e leal, foi sempre alvo da maior consideração e estima, por parte dos superiores e subordinados porque se prestigiou e dignificou a organização que tão bem soube servir, e justo seja, mencionando como um exemplo (O.S. 163 de 16 Julho 74 do A.B.4)
O Comandante José B. Ferraz Sacchetti"
Passou á disponibilidade no E.M.F.A. - Lumiar em Nov/74 com o posto 2º Sargento.
É técnico comercial de seguros há aproximadamente 25 anos é divorciado e tem 2 filhos; uma filha e um filho.