Mostrar mensagens com a etiqueta JOSÉ A.P.PRIOR - MMA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta JOSÉ A.P.PRIOR - MMA. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

JOSÉ PRIOR


JOSÉ AUGUSTO PEDRO PRIOR

1º. cabo MMA 70-72

        





Passados que foram os tempos da 2ª. incorporação e recruta de 1969 na Ota e após o curso de MMA, eis-me em Lisboa no AT1 durante 6 meses e, de seguida a 2ª Região Aérea. 
Em Lisboa, no AT1, controlava as horas de voo dos DC-6, seus órgãos com registo histórico e providenciava a sua substituição, recebia as cadernetas de voo com os registos dos pilotos e mecânicos, procedendo à feitura de cartas de trabalho para as diversas especialidades. Os DC-6 voavam muitas horas, sempre que iam “lá a baixo” (África), ao voltarem, havia inspecções  grandes ou pequenas a fazer. Quando surgiram os B-707, o comandante da Manutenção foi fazer o curso aos EUA, por lá ficou uns meses, e  eu que havia sido destinado por ele a continuar aquele serviço, fui mobilizado, e lá fui até África.
Novembro de 1970 viu-me chegar a terras do leste de Angola.
Para alguns de nós e para mim em particular, o facto de ter ido para o AB4, foi o melhor que me aconteceu, já que não suportava o clima quente e húmido de Luanda.
A base pareceu-me imensa, até adquiri uma “kinga” e nela me deslocava para todo o lado, ficou para alguém quando vim embora.
O primeiro trabalho que efectuei no hangar (era imposto aos maçaricos), foi limpar o cone de cauda de um DO-27 oriundo de destacamento para inspecção, e que eu, desconhecendo o grau de exigência da limpeza, deixei a brilhar. Por este “trabalho” realizado, que viria a ser o último, dispensaram-me por três dias.
A secretaria Técnica no hangar do AB4 foi pois a partir daí o meu local de trabalho, de onde estava de saída o Carlos Joaquim, mas onde ficou ainda até determinada altura, o Simão Cabral.
Foi lento o passar dos meses, e um dia, o Comandante foi ao hangar e pediu que lhe fizesse um organograma para a Unidade, semelhante ao que ali havia para a esquadrilha da Manutenção. Fiz esse trabalho no Comando de Pessoal, à noite, e foi aí que descobri (por ter acesso à minha ficha), que havia sido incorporado na Força Aérea (Aeronáutica), com destino a uma Especialidade, por 4 anos. Foi revigorante esta descoberta, pois sempre tinha pensado cumprir seis anos.
Entretanto, em Agosto de 1971, vim ao “puto” e casei.
O tempo passava devagar, e certo dia à hora de almoço, estava só no hangar (Mecânico Dia), o telefone tocou; era o Casca do posto de rádio: “Prior, tenho aqui um rádio oriundo da 2ª. Região Aérea que diz teres de estar em Luanda no dia (x) para embarcar para a metrópole como fim de comissão”. Faltavam então três meses para ela (a comissão) acabar. Só acreditei plenamente quando alguns dias depois a bordo do B-707, sobrevoei Luanda com destino a Lisboa.
Os últimos nove meses foram passados no DGMFA em Alverca.
Esta singela participação no Blog, não faz relatos de aventuras de operacionais intrépidos, porque não o fui, mas antes um resumo autobiográfico, muito breve, de um militar que serviu o País na Força Aérea, como ESPECIALISTA.