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JOSÉ AUGUSTO PEDRO PRIOR
1º. cabo MMA 70-72
Passados que foram os tempos da 2ª. incorporação e recruta de 1969 na Ota e
após o curso de MMA, eis-me em Lisboa no AT1 durante 6 meses e, de seguida a 2ª Região Aérea.
Em Lisboa, no AT1, controlava as horas
de voo dos DC-6, seus órgãos com registo histórico e providenciava a sua substituição, recebia as cadernetas
de voo com os registos dos pilotos e mecânicos, procedendo à feitura de cartas de trabalho para as diversas
especialidades. Os DC-6 voavam muitas horas, sempre que iam “lá a baixo”
(África), ao voltarem, havia inspecções grandes
ou pequenas a fazer. Quando surgiram os B-707, o comandante da Manutenção foi fazer o curso aos EUA, por lá ficou
uns meses, e eu que havia sido destinado por ele a continuar aquele
serviço, fui mobilizado, e lá
fui até África.
Novembro de 1970 viu-me
chegar a terras do leste de Angola.
Para alguns de nós e para mim em particular, o
facto de ter ido para o AB4, foi o melhor que me aconteceu, já que não suportava o clima quente e
húmido de Luanda.
A base pareceu-me imensa,
até adquiri uma “kinga” e nela me deslocava para todo o lado, ficou para alguém quando vim embora.
O primeiro trabalho que efectuei no hangar
(era imposto aos maçaricos), foi limpar o cone de cauda de um DO-27 oriundo de destacamento para
inspecção, e que eu, desconhecendo o grau de exigência da limpeza, deixei a brilhar.
Por este “trabalho” realizado, que viria a ser o último, dispensaram-me por
três dias.
A secretaria Técnica no hangar do AB4 foi pois
a partir daí o meu local de trabalho, de onde estava de saída o Carlos Joaquim, mas onde ficou ainda até
determinada altura, o Simão Cabral.
Foi lento o passar dos meses, e um dia, o Comandante foi ao hangar e pediu que lhe fizesse um
organograma para a Unidade, semelhante ao que ali havia para a esquadrilha da Manutenção.
Fiz esse trabalho no Comando de Pessoal, à noite, e foi aí que descobri (por ter acesso à minha ficha), que havia
sido incorporado na Força Aérea (Aeronáutica), com destino a uma Especialidade, por 4 anos. Foi
revigorante esta descoberta, pois sempre tinha pensado cumprir seis anos.
Entretanto, em Agosto de
1971, vim ao “puto” e casei.
O tempo passava devagar, e certo dia à hora de
almoço, estava só no hangar (Mecânico Dia), o telefone tocou; era o Casca do posto de rádio: “Prior,
tenho aqui um rádio oriundo da 2ª. Região Aérea que diz teres de estar em
Luanda no dia (x) para
embarcar para a metrópole como fim de comissão”. Faltavam então três meses para
ela (a comissão) acabar. Só acreditei plenamente quando alguns dias depois a bordo do B-707,
sobrevoei Luanda com destino a Lisboa.
Os últimos nove meses foram passados no DGMFA
em Alverca.
Esta singela participação no Blog, não faz
relatos de aventuras de operacionais intrépidos, porque não o fui, mas antes um resumo autobiográfico, muito
breve, de um militar que serviu o País na Força Aérea, como ESPECIALISTA.
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