quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

FLORIANO SILVA

FLORIANO HENRIQUES SILVA


1º. Cabo SG 67-69







Pertencer ao AB4, faz de nós todos  irmãos, num sentido espiritual (nao religioso) em que dispendemos uma fase muito importante da nossa formacão como adultos, e que nos fez diferentes da maioria dos outros jovens.  
Ás vezes, as fotos que nos vemos sobre o AB4 e os AMS, dizem mais que as palavras, estive em todos eles, porque ia levar os envelopes com os salários. 
Vivemos tempos diferentes, quando cheguei ao AB4, no dia 25 de Abril de 1967, existia uma camarata para os cabos Especialistas, outra cabos Servico Geral, outra Bombeiros, outra Soldados; no meio destas quatro, havia o lavadouro, e do outro lado a PA, que eram a maioria. Todas classes viviam  sem muitas diferenças, porque eramos poucos, porque praticamente nao havia guerra no Leste. 
Mas passado pouco tempo tivemos socorrer os refugiados do Congo, na maioria Belgas, muitos deles eram mercenários, e logo de seguida tudo comecou a mudar, começaram os ataques ás Missões,  a Teixeira de Sousa e outras partes indefesas. 
Aos poucos o AB4 cresceu, e quando deixei o mesmo, em 24 de Abril de 1969, (coincidência de datas) o AB4 tinha perto de mil militares (AMS inclusivé).
Quando eu cheguei,  na Tesouraria,  secção de vencimentos e  Conselho Administrativo, o pessoal era composto por dois Capitães, dois Furrieis, um segundo Sargento e um Cabo Amanuense, (que era eu) que teve que reorganizar a secção de vencimentos, que mais tarde cresceu para 14 pessoas. Nessa altura, porque fazia os vencimentos de todos (os primeiros 6 ou 7 meses), conhecia todos os  Mecânicos, Eletricistas, M.Terreste, Abastecimentos, Pilotos, e maioria deles  pelo nome, ou alcunha. Acho que perdi com a minha ausência do país, actualmente encontro-me a viver nos EUA, mas fico contente de saber que muitos de vocês mantêm esse espirito vivo. 
Penso também naqueles que desapareceram (em especial aqueles com quem convivi e passamos bons tempos), mas a vida é assim mesmo, ao lembrarmos esses momentos é a nossa forma de os homenagearmos. 
Amigos, já agora, um reparo, a foto do macaco foi tirada nos paióis,  o macaco estava quase sempre com os Bombeiros, porque tinha muitos donos, e depois foi de castigo para os paióis por distúrbios causados dentro do carro do comandante João da Cruz Novo (o macaco foi morto por um Cabo de nome Lourenço). O segundo comandante era o Pinho Freire, bem agora tenho que ir, amanha e dia de trabalho, continuaremos brevemente, um abraço do tamanho daquilo que nos une, que é muito grande, pois dura uma vida inteira e contribuem para manter esta chama viva.



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